Espelho e Passarela : A menina que roubava livros >

A menina que roubava livros


Noite de domingo é momento de ver filme. Não importa se está frio ou quente, se está chovendo ou não. Domingo é dia de filme. Sendo assim, sentei no sofá para ver um. Como já tinha começado a ler o livro - ou alguns trechos dele, e a história havia me chamado a atenção, resolvi assistir A Menina que Roubava Livros.

A história se passa na Alemanha Nazista e em guerra, em 1941. Liesel era uma menina super esperta e com uma ousadia no olhar. Sabe aquele tipo de gente que te desafia com os olhos? Pois.
Ela foi adotada por um casal e, quando estava se dirigindo para o novo lar, viu a morte do irmão mais novo. Isso a marcou profundamente.

Como ela mesma descreveu, na sua nova família o pai era simpático e a mãe parecia uma tempestade, pois gritava o tempo todo. Fica claro no correr do filme que, embora fosse barulhenta e mandona, a mãe tinha um amor imenso por Liesel. O pai era O Pai. Ensinou-na a ler e a escrever, mas foi em Rudy que Liesel enxergou a figura de um amigo. Rudy era apaixonadinho por ela e foi colocado na friendzone. Tá vendo?! Já existia friendzone ai.



A vida de Liesel mudou quando, em uma noite, bateu na porta de casa um rapaz. "O senhor ainda toca acordeão?" Perguntou ele ao pai de Liesel e, logo em seguida, desmoronou no chão de tanta fome e tanto frio que sentia. Era Max, um judeu fugitivo do terror do antissemitismo nazista. O pai de Liesel ajudou o rapaz, deu casa, comida, conforto e segurança contra a guerra. Max se tornou um grande amigo para Liesel. Ela via nele a figura dela mesma. Alguém em uma família que não era a sua, fugindo de um governo que não queria que fosse o seu, em contato com pessoas muito boas, mas ainda não era sua família.




Enquanto Max estava doente e inconsciente, Liesel roubava livros na casa do prefeito da cidade para ler para ele. Ele estava dormindo, mas a ouvia. Era a forma que ela encontrou que dar a ele esperanças em viver. Max ficou melhor e reconheceu que estava colocando os pais de Liesel e a própria em perigo, pois havia aumentado o número de visitas de soldados nazistas a cidade em que moravam, então ele partiu. A menina ficou triste e viu sua tristeza aumentar quando seu pai e Rudy foram recrutados para servir a Alemanha na guerra.



Nada era tão claro quanto o amor de Liesel pelos livros. Era algo que ela não sabia fazer (ler e escrever), quando aprendeu sobre, ficou deslumbrada. Por diversas vezes no filme notei que ela olhava para um livro como alguém olha, quando está com muita fome, para um pão. Ela estava faminta por conhecimento, pelas histórias. No fim, a história mais bonita era a dela, que ela mesma escreveu.





Assista A Menina que Roubava Livros! É lindo e muito emocionante. Só não chorei porque segurei muito.




Um comentário:

  1. Eu li e amei, o livro é interessante porque te faz refletir para pensar... O filme eu adorei, achei a adaptação foi muito boa e bem fiel a época, uma boa historia, sem se tonar apelativa, porque na verdade o livro é gélido né? A morte falando, muito bom!

    ResponderExcluir

Sua opinião é muito importante! Comente!

class='title'>Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Pin It button on image hover